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Embora CBTs tenham evoluído bastante, apresentando sofisticados recursos multimídia, seu desenvolvimento e posterior utilização são feitos através de programas proprietários, com conteúdo e mecanismos de navegação intimamente ligados. Esta forma de desenvolvimento impede ou dificulta a re-utilização de conteúdo (Dodds, 2004, p.1-13).

Governos, universidades e empresas procuram desenvolver padrões para o desenvolvimento de cursos via Internet. Alguns desses padrões são (Dodds, 2004, p.1-6):

  • Alliance of Remote Instructional Authoring & Distribution Networks for Europe (ARIADNE),
  • Aviation Industry CBT Committee (AICC),
  • IMS Global Learning Consortium, Inc. the (IMS),
  • Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE)

    Particularmente interessante é a iniciativa Advanced Distributed Learning (ADL) lançada, em novembro de 1997, conjuntamente pelo Departamento de Defesa norte-americano (DoD) e pelo Escritório para Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca (OSTP). A missão da iniciativa ADL é “prover acesso à educação e treinamento da mais alta qualidade, adaptado às necessidades individuais e entregue com um custo razoável a qualquer tempo e em qualquer lugar. A iniciativa visa acelerar o desenvolvimento em larga escala de sistemas e programas dinâmicos de aprendizado e estimular o mercado desses produtos.” (Dodds, 2004, p.1-3)

Como fundamento para atingir seus objetivos, o Modelo de Referência de Objetos Compatilháveis de Conteúdo (SCORM- Sharable Content Object Reference Model) reúne o trabalho de diversos organizações (citadas acima) no estabelecimento de padrões para a criação de objetos de aprendizado reutilizáveis no ensino auxiliado por computador e pela WWW.

As especificações e padrões do SCORM visam a interoperabilidade, acessibilidade e reusabilidade de conteúdo de aprendizado (Dodds, 2004, p.1-5).

O modelo de referência SCORM está dividido no que a ADL chama conceitualmente de livros:

  • Visão Geral
  • Agregação de Conteúdo
  • Ambiente em tempo de execução
  • Sequenciamento e Navegação

A documentação do SCORM pode ser encontrada em http://www.adlnet.org.

Alguns conceitos-chave para o SCORM, são:

  • ASSETS (bens): A forma mais básica de conteúdo: mídia, textos, imagens, sons, páginas WEB, testes e outros que possam ser entregues através de um navegador WEB.
  • Objeto Compartilhável de Conteúdo (SCO – Sharable Content Object): Um conjunto de um ou mais Assets. Dentre estes Assets deve haver um programa que fará a interface entre o objeto (SCO) e o LMS utilizado. O protocolo utilizado na comunicação objeto – LMS é definido no livro “Ambiente em Tempo de Execução”. Um SCO representa o nível mais baixo de recurso que pode ser monitorado pelo LMS. O SCORM não define o tamanho do objeto. Ele pode ser uma parte de uma lição, uma lição completa ou um curso, porém, para ser reutilizável, é interessante que ele seja pequeno o suficiente e seja independente de um contexto determinado.

O livro Visão Geral descreve os objetivos e histórico do SCORM.

O livro Modelo para Agregação de Conteúdo (CAM – Content Agregation Model) descreve como agregar objetos de aprendizado de modo a tornar possível o intercâmbio dos mesmos com outros sistemas. Os Assets e SCO são descritos através de metadados[1]. O próprio Conteúdo Agregado é descrito por metadados. Um conteúdo agregado pode ser um curso completo, um módulo de um curso, uma lição ou simplesmente um conjunto de objetos de aprendizado. No processo de agregação pode-se, opcionalmente, descrever a estrutura (seqüenciamento e detalhes de navegação) dos componentes. O arquivo XML que descreve um Conteúdo Agregado chama-se “manifesto”.

Agregação SCORM

O Conteúdo Agregado é um arquivo “zipado[1]” contendo o arquivo manifesto chamado de imsmanifest.xml, os arquivos físicos que constituem os objetos de aprendizado parte deste agregado e, opcionalmente, os arquivos com os metadados que descrevem estes arquivos físicos. A procura de objetos de aprendizado em repositórios é feita através dos metadados. Sistemas LMS/ LCMS, que sigam o padrão SCORM, são capazes de “importar” Conteúdos Agregados construídos como descrito acima (Dodds, 2004, p.1-29).

O livro Ambiente em tempo de execução

Um objeto de aprendizado deve interagir com o sistema LMS. As regras desta interação são definidas neste livro. O sistema LMS deve possuir um API (Application Program Interface) que estará pronta a responder a solicitações dos SCOs. Assim, um SCO ao iniciar sua execução, envia uma mensagem de inicialização. No transcorrer de sua execução, o SCO poderá solicitar informações ao LMS como, por exemplo, o nome do estudante e poderá passar informações ao LMS como, por exemplo, a pontuação em um teste, o tempo que o aluno levou para executar uma tarefa. Ao terminar a execução, o SCO deverá enviar uma mensagem de término. Como este diálogo do SCO com o LMS deve transcorrer é objeto deste livro. A obediência ao padrão SCORM garante que um determinado curso possa ser executado em diversos LMSs, de diversos fabricantes, desde que estes sigam o padrão SCORM (Dodds, 2004, p.1-30).

O livro Sequenciamento e Navegação

Este livro descreve como um conteúdo que siga o padrão SCORM deve ser seqüenciado seja através de escolha do aluno seja pelo próprio sistema. o SCORM também descreve como um LMS deve interpretar as regras de sequenciamento (Dodds, 2004, p.1-31). Este livro foi incluído na versão 1.3 do SCORM.